As 5 maiores tareias da língua portuguesa (Parte 1)

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Este artigo poderia chamar-se “Os erros de português mais frequentes”, mas é de “tareia” que se trata e a língua portuguesa sofre inúmeras todos os dias, seja na televisão, nos jornais, nos locais de trabalho ou, infelizmente, nas escolas.
O bom português, tanto escrito como falado, tem sido constantemente atacado pelo desleixo do facilitismo e pela preguiça das abreviaturas. É algo que pode ser perfeitamente constatado em qualquer painel de comentários nas redes sociais, seja qual for o tema em discussão. E nas próprias publicações, sobretudo aquelas que impliquem uma frase com princípio, meio e fim.
Vamos a contagens:
  1. As banalizações: Até as expressões, aquelas que eram utilizadas pelos nossos bisavós, se vão, lentamente, adequando aos tempos modernos. Exemplos? A expressão “mal e parcamente” adaptou-se a um “mal e porcamente” dos nossos tempos, provavelmente para acentuar o seu lado mais grotesco, quando o original se referia apenas a quantidades reduzidas (parcas). O original “ovelha ronhosa” passou a “ovelha ranhosa”, partindo do mesmo pressuposto do exemplo anterior. Até o longínquo “bichos carpinteiros”, que ouvíamos dos nossos pais quando parecíamos mais inquietos, derivou do muito mais simples e compreensível “bichos pelo corpo inteiro”.
  2. Os pleonasmos: exemplares como “subir para cima”, “sair para fora”, “eu pessoalmente” ou “adiar para depois”, também são bastante comuns, mas talvez nenhum deles o seja tanto como o inevitável “voltar a repetir”. Sempre que um bloco noticioso exibe as mesmas imagens num curto espaço de tempo, não escapamos a um “vamos voltar a repetir as imagens” por parte do pivot.
  3. O advérbio preferido dos portugueses: Já a cada vez mais utilizada muleta do “literalmente” é comummente mal aplicada. Exemplos? “O jogador, literalmente de cabeça perdida, foi expulso”; “Ele falhou a resposta porque estava literalmente na lua”; “O treinador carrega literalmente a responsabilidade às costas”. Em vez de um preciso “em sentido figurado”, opta-se por um incorrecto “literalmente”.
Muito gostava que a lista ficasse por aqui, mas não é, tristemente, o caso e a lista prossegue para a semana. Entretanto, sejam atenciosos com a língua-mãe e evitem estes erros de português mais frequentes!

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