Interpretação Remota: o Estado da Arte

Um pouco de história

Em novembro de 1945, em Nuremberga (Estado da Baviera, Alemanha), os autores dos crimes da II Guerra Mundial começaram a ser julgados. Para o efeito, foi instituído um tribunal militar internacional e, com vista a assegurar um julgamento equitativo e amplamente compreendido por todas as partes implicadas, um sistema de tradução simultânea: nascia a profissão de Intérprete Simultâneo/a.

O desenvolvimento desta experiência pioneira esteve a cargo da americana IBM e cobria o Inglês, o Alemão, o Francês e o Russo. As cabinas não eram acusticamente herméticas e eram frequentes os problemas com o equipamento. Apesar destas limitações, este modelo foi rapidamente decalcado e melhorado nas então recém-formadas Nações Unidas.

Crédito: US National Archives, College Park, MD, cortesia de Francesca Gaiba

O papel corporativo

Até chegar às modernas cabinas de Interpretação Simultânea dos grandes centros de congressos de hoje, foram diversas as inovações tecnológicas e as normas implementadas. O papel da AIIC (Association Internationale des Interprètes de Conférences) foi determinante, bem como o das associações nacionais e sindicatos que, ao longo dos anos, lutaram pela implementação de melhores condições de trabalho e pela dignificação da profissão (existem em Portugal duas associações profissionais de Intérpretes, a APIC e a ALIC, e um sindicato, o SNATTI).

À semelhança do que acontece com outras profissões, os consensos nem sempre são fáceis e as rápidas evoluções tecnológicas constituem um desafio que incumbe preparar.

O futuro é hoje…

Pois é: para os Intérpretes que o pretendam, já é possível trabalhar a partir de casa ou do seu escritório, evitando deslocações, com um “colega de cabina” que pode muito bem estar do outro lado do mundo. Para tal, e de acordo com os promotores, basta ter um PC ligado à Internet e uns bons fones. Existem já algumas plataformas a ganhar terreno no mercado, como a HeadVox e a Interprefy, e “Apps” com diretórios de Intérpretes de contratação direta, como a Oyraa.

Não tomando, para já, qualquer posição, gostaríamos, contudo, de salientar que existirão sempre circunstâncias em que a interpretação presencial continuará a ser indispensável, como a interpretação consecutiva de acompanhamento a missões empresariais ou a interpretação comunitária (em meio hospitalar, por exemplo).

Estamos atentos e a estudar os diversos quadrantes: é esse o nosso compromisso para com os nossos clientes. Sem esquecer os nossos colaboradores…

E por falar em interpretação consecutiva de acompanhamento… Com a aproximação da época de feiras internacionais, há que pensar em estratégias de internacionalização. Se ainda não conhece o nosso serviço de interpretação, contacte-nos hoje para agendarmos uma reunião que esclarecerá de que modo o/a podemos ajudar!

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