6 Passos para Rever a tua Tradução

6 passos para rever a tua tradução

É condição irrevogável: na ABC, todos os projetos de tradução passam por um processo de revisão inter-pares.

Quando não é possível dar uma tradução a rever a um/a colega, porque trabalhamos a solo ou porque o prazo não o permite, há uma série de estratégias que podemos empreender para reduzir a margem de erro.

Antes de rever…

Antes de iniciar a tradução ou a revisão, e se o texto de partida foi convertido para um formato editável através de um software de reconhecimento de carateres (OCR), é indispensável fazer uma verificação da qualidade desse reconhecimento. Não raras vezes, quando a digitalização que lhe deu origem é de fraca qualidade, o reconhecimento acaba por deturpar letras e algarismos.

A revisão “meramente” linguística

Além da revisão meramente linguística (obrigatória!) que passa por:

a) estarmos atentos aos revisores ortográficos integrados nas ferramentas de apoio à tradução (CAT – Computer Assisted Translation) ou nos editores de texto (como o Word, por exemplo), e por

b) questionarmos tudo: concordâncias, tempos verbais, grafia de palavras compostas e estrangeirismos, etc. (a lista é longa…),

há também algumas tarefas, simples e rápidas, que podemos levar a cabo. Seguem-se os 6 passos para rever a tua tradução.

6 Passos para Rever a tua Tradução

  1. Rever o texto no programa de tradução (CAT)

Hoje em dia, a maioria das traduções são feitas em programas de apoio à tradução, pelo que o primeiro passo deverá ser rever o texto ainda nesse programa, segmento a segmento, de modo a identificarmos possíveis incongruências provindas das memórias de tradução. Essa etapa também nos permitirá enviar os segmentos para a memória, bem como os termos ou expressões para as bases de dados terminológicas. O tempo que possamos eventualmente “perder” aqui será recuperado em futuros projetos, em tempo de pesquisa e uniformização terminológica.

  1. Rever o documento fora do programa de tradução (CAT)

Depois da revisão na CAT e de exportado o projeto para o editor de texto (ou outro formato editável), deve ser feita uma nova revisão. Aqui, tem-se uma melhor perceção de conjunto do documento, não apenas segmento a segmento, e é possível detetar problemas de formatação (que deve estar conforme o documento original).

  1. Imprimir a tradução (opcional)

Este passo pode parecer dispendioso e pouco ecológico, mas a nossa atenção na leitura em papel é diferente da nossa atenção na leitura no computador. Certamente que já lhe aconteceu fazer um trabalho e revê-lo e, depois de o imprimir, notar erros ou gralhas que não tinha identificado antes. Além disso, esta etapa também lhe permite identificar problemas de impressão (no caso das traduções que têm de ser imprimidas, porque se destinam a certificação ou oficialização) como um rodapé ou uma margem “cortados”.

  1. Ler em voz alta

O nosso cérebro gosta de nos pregar partidas e tem um elevado poder de autocorreção. Ao lermos o texto em voz alta, conseguimos aperceber-nos mais facilmente de erros de concordância, erros semânticos ou de congruência e onde se devem fazer pausas (pontuação). Idealmente, deveríamos ler em voz alta na presença de alguém que não tenha tido qualquer contacto com o projeto, para assim identificar mais rapidamente e de forma isenta as questões de sentido.

  1. Rever o texto de chegada (tradução) sem confrontarmos com o texto de partida (original)

Ao rever apenas o texto de chegada (tradução), sem confrontação com o texto original, conseguiremos detetar melhor a existência de gralhas, se as frases fazem ou não sentido, e se o texto é coerente. O tradutor, durante o processo de tradução, poderá não se ter apercebido que uma frase não faz sentido na língua de chegada ou pode não ter conseguido transmitir da forma mais fiel a mensagem do original.

  1. Fazer uma segunda análise da tradução, confrontando agora com o original

Nesta segunda análise, o tradutor/revisor deverá, então, rever a tradução e verificar se todos os elementos de sentido constantes no documento original foram reproduzidos e traduzidos; se os termos foram corretamente restituídos e verificar se os números e nomes próprios foram bem transcritos. É também nesta fase que se pode ir verificar a precisão dos termos técnicos, consultando outras fontes (dupla verificação).

Conclusões

No entanto, na opinião da ABC, a revisão de uma tradução não deverá ser feita apenas por uma pessoa (o próprio tradutor); deverá ser também assegurada por um segundo profissional (o revisor), garantindo, assim, um melhor controlo de qualidade.

De igual modo, as correções que forem feitas ao texto (sejam estas linguísticas ou outras) já fora da memória deverão ser repercutidas na mesma, a fim de manter a coerência terminológica e a correção ortográfica e gramatical em futuras ocorrências.

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