Como distinguir um Tradutor de um Paraquedista

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Num mundo cada vez mais tecnológico e globalizado, o/a Tradutor/a pode traduzir a partir do conforto da sua casa portuguesa para uma empresa chinesa. Isto é sem dúvida uma vantagem para os tradutores; no entanto, cria por vezes conceções erradas sobre a Tradução, sendo muitas vezes vista como uma área “simples” na qual “qualquer” pessoa pode traduzir porque, no fundo, em Portugal, qualquer pessoa pode oferecer os seus serviços de tradução, fora e dentro do âmbito da internet.
Não nos podemos esquecer que a Tradução é uma área mais complexa e diversificada do que parece e que todas as traduções devem ser feitas por Tradutores competentes. Não está convencido de que as traduções devem ser devidamente feitas por Tradutores? Então, de seguida, apresentarei dois exemplos nos quais uma imprecisão de tradução causou embaraços aos intervenientes:

  • A primeira situação caricata aconteceu na Polónia, quando, em 1977, o intérprete do ex-presidente americano Jimmy Carter traduziu uma frase que queria dizer “Eu quero saber dos desejos dos polacos para o futuro” para algo como “Eu desejo os polacos carnalmente”; depois, quando o Jimmy Carter queria dizer “Estou contente por visitar a Polónia”, o intérprete restituiu “Estou contente por agarrar as partes privadas da Polónia”. O ex-presidente foi obrigado a trocar de intérprete e este erro marcou o intérprete e o discurso do ex-presidente americano.
  • A segunda situação deu-se em plena guerra fria, em 1956, no momento em que uma declaração do soviético Nikita Khrushchev a embaixadores ocidentais em Moscovo foi traduzida para “Vamos enterrar-vos”. Esta frase, quando colocada no contexto certo, teria um sentido mais parecido como “Queiram ou não queiram, a História está do nosso lado. Vamos engolir-vos”. Nikita Khruschev revelou que teve de esclarecer as suas declarações e que, na altura, ficou em “maus lençóis”.

Estas são situações assustadoras e que podem deixar o cliente numa situação digamos… delicada.

Mas… como é que o cliente deteta um “tradutor” disfarçado de Tradutor?

 

Para o cliente que precisa de uma tradução, pode ser difícil analisar e decidir quem é ou não é um Tradutor apto, e não cair no erro de contratar uma pessoa não adequada para o trabalho. Além de dever ter formação académica adequada, há outros sinais que conseguem denunciar um “tradutor” disfarçado de Tradutor; aqui ficam 3 pistas para desmascará-lo mais facilmente:

 🔎 Pista n.º 1:  Um “tradutor” que revele não ter um elevado nível linguístico na sua própria  língua materna.
 🔎 Pista n.º 2:  Um “tradutor” que use frases como “Eu sei inglês, posso traduzir-te isso” e “Estive uns anos em França e faço traduções a um preço bem baratinho, muito mais baixo do que os outros oferecem.”
🔎 Pista n.º 3:  Um “tradutor” que declare que é poliglota, logo, é automaticamente Tradutor ou um “tradutor” que trabalhe numa área relacionada com línguas, logo, pode ter como “biscate” a Tradução.

E por que é que estas 3 pistas separam um “tradutor” de um Tradutor? Porque um Tradutor, no verdadeiro sentido da palavra, saberá que ser Tradutor (sim com letra maiúscula) não se pode resumir a estas frases. Um Tradutor não é apenas um poliglota; é um pesquisador, um perito linguístico e cultural, domina a informática, as ferramentas de apoio à tradução e as técnicas e fontes de pesquisa e domina, principalmente, a sua língua materna. Um Tradutor é um facilitador, e, de certa forma, um mediador intercultural.
Todas estas características e muitas mais estão presentes nos Tradutores internos e externos da ABC Traduções e isto só é possível porque todos eles fazem da tradução o seu modo de vida. O Tradutor da ABC Traduções vive, respira e transborda Tradução. 😊

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